História

A Liga Humanitária Social Cultural de Aldeias situa-se na localidade de Aldeias, na encosta ocidental da Serra da Estrela, em pleno Parque Natural, na União das freguesias de Aldeias e Mangualde da Serra, no concelho de Gouveia e distrito da Guarda.

É uma organização particular de solidariedade social (IPSS) com respostas sociais de estrutura residencial para pessoas idosas (ERPI), centro de dia (CD) e serviço de apoio domiciliário (SAD).

Formada por iniciativa de particulares, sem finalidade lucrativa, com o propósito de dar expressão organizada ao dever moral de solidariedade e de justiça entre os indivíduos, por entenderem que não havia respostas sociais na freguesia de Aldeias.

A fundação ocorreu por escritura pública celebrada em 29 de Outubro de 1986. Ao criarem a associação, o seu primeiro objetivo foi construir o Centro de Dia de Aldeias. Compraram um terreno e lançaram mãos à obra. Com grande esforço da população Aldeense, sem recurso de qualquer tipo de subsídio e sem fundos da comunidade europeia, o mesmo veio a ser inaugurado no dia 30 de janeiro de 1993.

Cerca de 20 anos decorridos, os órgãos sociais da instituição perceberam que esta resposta social não era suficiente para as necessidades/carências que se sentiam na freguesia. Então, lançaram-se em novo projeto para a construção do Centro de Noite, com o recurso a fundos comunitários e com a colaboração da câmara municipal e da junta de freguesia.

Em 2006 deram-se como concluídas as novas instalações e começou a funcionar o Centro de Noite. Volvidos 5 anos, entendeu-se que, mesmo assim, esta valência (centro de noite) ainda não dava resposta adequada às necessidades cada vez maiores de uma população, consequentemente mais envelhecida e dependente de outros cuidados.

Foi em 2015, que, após novas obras de adaptação, o Centro de Noite foi transformado em estrutura residencial para pessoas idosas (ERPI). No novo edifício, para além da sede, funcionam as outras valências.

A instituição é também intermediária no apoio socioeconómico aos agregados familiares mais desfavorecidos, quer com géneros alimentares (parceria com o banco alimentar) quer na modalidade de cantina social.

No plano cultural e na animação comunitária a instituição tem contribuído para o levantamento e a demonstração de práticas ancestrais desta freguesia, de modo a preservar a memória coletiva e a registar usos, costumes e tradições que advêm, ainda, da tradição oral.

FUNDADORES

No momento em que concluímos três décadas de existência, reconhecemos que o caminho se faz caminhando, mas também que só se pode trilhar um percurso bem vincado e distinto porque houve quem tomasse a iniciativa de o apontar e de o “desbravar”.

O grupo de cidadãos voluntariosos e empenhados que diligenciaram e abraçaram a ideia de constituir esta instituição, preenchendo uma lacuna social e proporcionando melhores condições e qualidade de vida aos nossos conterrâneos, merece o nosso preito e o reconhecimento, conforme foi deliberado em Assembleia Geral realizada no mês de Março de 2016, que decidiu atribuir a qualidade de sócio honorário a todos os fundadores:

Joaquim do Carmo Rainha
Manuel Nogueira Verdelhos
Isidro Novo Belo
Maria do Carmo Pereira Martins Maurício Novo Belo
Carlos Manuel Martins da Fonseca
José Manuel Diogo Albuquerque
António Nogueira Lourenço
Antero da Costa Rodrigues
José Santos Rainha
Leonel Pereira Martins
Manuel Nogueira Lourenço
Joaquim dos Santos Lopes Pimental
Francisco Alves dos Santos
Armindo Cardoso Pereira
Manuel Barbas
José Mendes Pereira